Aluno descobre que antiga professora precisa de transplante, doa um rim compatível e ajuda Sonia Leonardo a deixar a diálise após cirurgia em Londres

Ex-aluno doou um rim à antiga professora após exames de compatibilidade em Londres. Sonia Leonardo recuperou a função renal e deixou a diálise.

Um vínculo iniciado em sala de aula se transformou em um gesto de solidariedade anos depois.

Ali Dawson descobriu que sua antiga professora, Sonia Leonardo, precisava de um transplante de rim e decidiu investigar se poderia ajudá-la.

Os exames confirmaram a compatibilidade e permitiram que ele se tornasse doador.

A cirurgia ocorreu em 30 de maio de 2017, no Guy’s Hospital, em Londres.

Depois do procedimento, Sonia recuperou a função renal e deixou de depender das sessões de diálise.

A história voltou a ganhar destaque em outubro de 2026, quando os dois compartilharam a experiência para incentivar a conscientização sobre doação de órgãos.

Como Ali soube que a professora estava doente?

Sonia, de origem portuguesa, convivia com doença renal policística, condição hereditária que pode comprometer progressivamente os rins.

Em 2016, o quadro se agravou e ela passou a precisar de diálise várias vezes ao dia.

Como não havia encontrado um doador compatível entre familiares e amigos, aguardava um transplante.

Ali tinha estudado radiografia com ela no King’s College Hospital.

Ao ver uma publicação da irmã de Sonia nas redes sociais, procurou a antiga professora para entender a situação.

Quando soube da espera, ofereceu a possibilidade de doar um dos rins.

O que aconteceu antes do transplante?

A professora inicialmente hesitou: preocupava-se com os riscos de uma cirurgia para o ex-aluno. Ali, porém, quis passar pelas avaliações.

Os dois tinham sangue do tipo O, mas isso não bastava para autorizar a doação.

Foi necessário realizar exames clínicos específicos para verificar a compatibilidade e a segurança do procedimento.

Com a aprovação médica, a cirurgia foi realizada em Londres.

Sonia passou a chamar carinhosamente o rim recebido de “Mini Ali”, expressão que se tornou símbolo da amizade fortalecida entre os dois.

Como a doação mudou a relação entre eles?

Ali, que se tornou técnico em radiologia diagnóstica, atribui à antiga professora parte importante de sua formação profissional.

Depois da doação, passou a participar de iniciativas de conscientização sobre transplantes.

Em 2023, recebeu um reconhecimento da Sociedade Britânica de Transplantes pelo trabalho voluntário.

A história não significa que qualquer pessoa possa doar um órgão: cada caso exige avaliação especializada, exames e acompanhamento.

O gesto de Ali, realizado após essa análise, permitiu que Sonia deixasse um tratamento exaustivo e retomasse a vida com mais autonomia.

Na doação entre pessoas vivas, a compatibilidade é apenas uma das etapas do processo.

As equipes médicas também investigam o estado de saúde do possível doador, explicam riscos e avaliam a capacidade de recuperação.

A decisão deve ser livre, informada e acompanhada por especialistas.

Para pacientes que aguardam um transplante, histórias como essa podem estimular conversas sobre doação, mas nunca substituem as orientações de uma equipe de saúde.

Maria Clara Jordão
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Maria Clara Jordão