Estudantes de PE desenvolvem pavers ecológicos com resíduos de castanha de caju, viram semifinalistas de prêmio e encantam o país
Alunos de Vertentes (PE) criam pavers com casca de castanha de caju e chegam à semifinal do Solve for Tomorrow Brasil 2026, programa da Samsung.
Três alunos do 2º ano do ensino médio de Vertentes, no Agreste de Pernambuco, transformaram um resíduo comum na região, a casca da castanha de caju, em matéria-prima para pavers, peças usadas na pavimentação de calçadas, praças e outras áreas externas.
O projeto está entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa da Samsung voltado a estudantes e professores da rede pública.
Ana Clara Tomás Bezerra, Jarson Gabriel da Silva Vieira e João Ryan Andrade Deniz estudam na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues e têm a orientação do professor João Paulo da Silva.
Do problema local à ideia dos pavers
A ideia surgiu de um problema que os próprios alunos observaram na região: a produção de castanha gera grande quantidade de cascas, que podem ser descartadas de forma inadequada e causar impactos no solo.
Para entender melhor a situação, a equipe visitou comunidades e conversou com trabalhadores ligados à produção.
Foi dessa pesquisa que veio a proposta de usar a casca triturada na composição dos pavers.
Os estudantes passaram a testar diferentes misturas para avaliar resistência, peso, formato e acabamento.
Uma das propostas estudadas é produzir as peças sem forno tradicional, usando a exposição ao sol durante parte do processo, o que pode resultar em um piso mais leve, econômico e capaz de aproveitar um material que antes seria descartado.
O que ainda falta testar
O trabalho está em fase de testes.
Amostras dos pavers foram enviadas a instituições parceiras, entre elas a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para análise das características e da eficiência do material.
Os alunos também planejam usar os primeiros protótipos em uma calçada da própria escola, como demonstração de que a pesquisa pode sair da sala de aula e chegar à comunidade.
A pesquisa foi além do piso.

O projeto está entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow (Imagem: Divulgação/Samsung)
Depois das conversas com produtores locais, estudantes e professor elaboraram uma proposta de projeto de lei voltada ao fortalecimento dos pequenos produtores e ao apoio tecnológico para quem trabalha com a castanha na região, além de uma proposta visual para uma praça que poderia receber as peças.
As próximas etapas da competição
O Solve for Tomorrow trabalha com a abordagem STEM, que reúne ciências, tecnologia, engenharia e matemática para buscar soluções para problemas reais das comunidades.
Nesta edição, o programa aumentou para 30 o número de semifinalistas, o maior desde o lançamento, em 2014.
Cada escola semifinalista recebe uma Smart TV Samsung e as equipes passam por mentorias com especialistas e voluntários da empresa.
O calendário prevê o anúncio dos 10 finalistas em 16 de outubro, a abertura da votação do júri popular em 23 de novembro e o anúncio dos vencedores por categoria em 8 de dezembro.
Só em 16 de outubro será possível saber se o projeto de Vertentes segue na disputa.


